A terceira lei espiritual, segundo o livro As Sete Leis Espirituais do Yoga, é a Lei do Karma ou Carma. Em sânscrito, carma significa ação. O Carma Yoga é, inclusive, uma ilustre forma de praticar yoga, sendo responsável, a cada segundo, por suas ações e agindo de forma deliberada.
É importante cultivar uma certa leveza na mente ao compreender que a escolha da ação é individual e intransferível. Essa decisão não precisa vir acompanhada de sofrimento ou culpa. As ações acontecem de forma mais genuína quando são feitas com base no todo, no presente e no melhor que podemos oferecer, sem comparações ou cobranças.
No Yoga, existem “forças sutis” que sustentam a vida. Portanto, cada ação praticada gera uma energia que retorna para a própria pessoa, criando a necessária autorresponsabilidade. A Lei do Carma também é conhecida como Lei de Causa e Efeito. Talvez nunca saibamos exatamente o motivo do que estamos colhendo no presente, mas podemos escolher, todos os dias, o que estamos plantando.
Frequentemente interpretado de forma equivocada no Ocidente, o Carma não nos aprisiona em um ciclo de reatividade, culpa ou dor. Ele reafirma que não se vive de passado e que o agora pode mudar significativamente as rédeas da nossa existência.
A prática de yoga proporciona uma sensibilidade maior ao corpo, reconhecendo-o como uma bússola e não como uma máquina de produtividade ou reatividade. As sensações aguçam, o amor próprio aumenta, os ciclos são mais respeitados e o olhar para as ações se torna mais generoso.
Existem três tipos de Carma:
1. Sanshita Karma – situações que ainda podem acontecer, mas que, a depender das escolhas, podem ou não se concretizar;
2. Prarabdha Karma – aquilo que já aconteceu nesta existência;
3. Kriyamana Karma – o que criamos a cada nova ação.
Segundo o autor do livro As Sete Leis Espirituais do Yoga:
“Preste atenção à orientação do seu coração e deixe-se guiar pela mensagem de conforto ou desconforto que ele oferece. O coração é o ponto de confluência da mente e do corpo. Se você sentir conforto no corpo com a escolha, faça-a com confiança. Se sentir desconforto, faça uma pausa e verifique as consequências da sua ação com a sua visão interior. Respeitar a orientação oferecida pela inteligência do corpo o ajudará a fazer as escolhas mais evolucionárias para você e para as pessoas que fazem parte da sua vida”.
Texto: Renata Meire
