A 4ª Lei espiritual, segundo o iogue e médico Deepak Chopra, chame-se A Lei do Mínimo Esforço. Tal reflexão afirma que a inteligência da natureza funciona com naturalidade, facilidade, constância, permanência e fluxo.
Ao contemplar o refluxo das marés, o desabrochar de uma flor ou o movimento das estrelas, não notamos nenhum esforço fora da normalidade. O mundo natural encerra ritmo e equilíbrio e, quando há sintonia com a Lei do Mínimo Esforço, é possível minimizar o esforço pessoal e maximizar o seu efeito.
Tendo em vista que o ser humano também faz parte da natureza, é aconselhável expandir a consciência para tais características, a fim de utilizar a força, o esforço e a resistência com parcimônia e naturalidade. Desta forma, gasta-se menos energia vital e é possível ser nutrido de leveza e entrega.
Uma pitada de força e esforço faz parte da construção da disciplina. Todavia, o perigo pode estar na dose, que proporciona liberdade ou prisão. A liberdade aponta para a constância, confiança e entrega. A prisão para cobrança, insuficiência e insatisfação.
O famoso ditado “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” se adequa a teoria do Mínimo Esforço, mostrando que a constância é mais valiosa do que a sobrecarga. Contudo, atualmente, frases que apontam para o pensamento oposto estão em evidência: “Estude enquanto eles dormem, trabalhe enquanto eles se divertem, lute, enquanto eles descansam”. E a sensação de insuficiência, competição e cobrança podem vir disfarçadas de foco e persistência, sendo um verdadeiro perigo para a saúde mental.
Trazendo a temática para a prática de yoga é dito no livro As Sete Leis Espirituais do Yoga que: “ os maiores benefícios do yoga têm lugar quando relaxamos em uma posição em vez de forçar o corpo a assumi-la. Quando você executar uma postura flexível, descubra o ponto de resistência. Ao invés de forçar os músculos para tentar ultrapassar esse ponto, respire na resistência- submeta-se a este lugar com leveza- e você perceberá que consegue se estender mais e que está mais flexível. Permaneça presente com plena consciência do seu corpo e assuma uma atitude de entrega. Tanto na ioga quanto na vida, a paciência é uma virtude”.
Como nem tudo “são flores e calmaria”, os desafios estarão presentes nesta existência. As posturas de yoga nos ensinam sobre paciência e determinação. Elas são grandes mestres para praticarmos com menos tensão muscular e mais fluidez. Ao olharmos para lugares intitulados como “difíceis” com mais sabedoria, imprimindo menos resistência e esforço, respirando mais, resgatamos a fluidez e a teoria do Mínimo Esforço no corpo e na mente.
